Texto
A FORMAÇÃO
INICIAL E A CONTINUADA: DIFERENÇAS CONCEITUAIS QUE LEGITIMAM UM ESPAÇO DE
FORMAÇÃO PERMANENTE DE VIDA
Marcelo Macedo Corrêa e Castro
Rejane Maria de Almeida Amorim
RESUMO: O presente artigo
discute o conceito de formação continuada apoiado em Canário (2013), Cavaco
(2002, 2013), Nóvoa (1992, 1988) e Freire (1993, 1996, 1997, 2000, 2001, 2003),
refletindo sobre os desdobramentos do discurso ideológico que reforça
investidas de formação continuada apartadas de uma prática permanente de vida.
Essa reflexão permite desmistificar o entendimento de formação continuada como treinamento
e reparação, implícito em muitas ações governamentais, que deslocam os
investimentos da formação inicial para a continuada, política que aligeira e
fragiliza a formação inicial, uma vez que docentes com formação precária são
mais facilmente aparelháveis com pacotes pedagógicos e materiais instrucionais.
Neste texto, defendemos que uma formação continuada não reparadora/ supletiva,
mas de caráter eletivo, demandaria dos professores três aspectos essenciais:
(1) uma formação inicial que lhes possibilitasse traçar rumos para suas
trajetórias; (2) autonomia para decidir quando, onde e como continuarão a se
formar; (3) condições materiais para frequentar cursos, desenvolver pesquisas e
produzir propostas de intervenção.
Palavras-chave: Formação de professores. Formação inicial.
Formação continuada. Educação permanente.
https://www.scielo.br/j/ccedes/a/mzBbDRVvkTcvhPPqGRtcfNP/?format=pdf&lang=pt
Vídeo:
Live ANPEd 14/07: "Políticas atuais da formação de professores"
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